Procuro pelas belas edições da obra de Cyro dos Anjos, publicadas pela Editora Globo, em 2006. Com muita sorte consegui o Abdias e o Amanuense Belmiro, mas faltam-me os demais títulos da obra do escritor mineiro, um de meus preferidos no território pindorâmico, e não os encontro.
Refiro-me a exemplares novinhos, da própria Globo. Antigo tem de monte. Quero os da coleção, pois, justiça seja feita, as reedições foram feitas com esmero, coisa que todo grande autor merece ter. Não são aqueles livretes de lista obrigatória de vestibular, pensados para ser baratinhos, em geral com diagramação sofrível e papel branco-quase-transparente.
Mas devo o ponto deste textinho. O ponto é que ‘cabou-se, ninguém acha mais as edições do Cyro pela Globo. Esgotou, sumiu.
Como esgotou, se livro não vende? — é de se perguntar. A única explicação possível há de ser esta: a de que livro não vende, mas livro vende, sim.
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